[Vídeo] – Ebola, uma doença até 90% mortal.

A epidemia de ebola no oeste da África é a pior de que se tem registro na história. Mais de mil pessoas morreram na região por causa da doença, levando autoridades de saúde da Guiné, Libéria e Serra Leoa a correr contra o tempo para tentar controlar o vírus.

O que é o ebola?

Ebola é uma doença causada por um vírus cujos sintomas iniciais incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e dor de garganta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À medida que a doença avança, o paciente pode sofrer de vômitos, diarreias e – em alguns casos – hemorragia interna e externa.

Acredita-se que o reservatório natural seja o morcego-da-fruta, o qual é capaz de propagar o vírus sem ser afetado.

Humanos contraem a doença por meio do contato com animais, como chimpanzés, morcegos e antílopes, contaminados.
Entre humanos, o vírus pode se espalhar por meio do contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos do doente, ou mesmo por meio do contato com ambientes contaminados. Até funerais de vítimas de ebola podem representar risco, se outras pessoas tiverem contato direto com o corpo do defunto.
O período de incubação pode demorar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil. Em humanos, a doença está limitada majoritariamente à África, embora um caso tenha ocorrido nas Filipinas.


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Agentes de saúde pública também correm risco caso tratem pacientes sem tomar as precauções adequadas para prevenir a contaminação.
As pessoas permanecem contaminadas enquanto seu sangue e suas secreções contiverem o vírus – em alguns casos, até sete semanas depois da recuperação.

Onde a doença ocorre?

Surtos de ebola têm ocorrido primariamente em vilarejos remotos da África Central e Ocidental, segundo a OMS.
A doença apareceu originalmente na República Democrática do Congo (quando se chamava Zaire), em 1976. Desde então, se espalhou para o leste, afetando países como Uganda e Sudão.
O surto atual tem a particularidade de ter se iniciado na Guiné, que nunca tinha registrado um caso antes, e de estar se espalhando por áreas urbanas.
De Nzerekore, uma área rural no sudeste da Guiné, o vírus chegou à capital, Conakry, e aos países vizinhos Libéria e Serra Leoa.Um homem que viajou de avião entre a Libéria e Lagos (Nigéria) em julho foi mantido em quarentena ao desembarcar e depois morreu por causa do ebola – o primeiro caso na Nigéria.
Um dos médicos que o trataram foi infectado e oito pessoas com quem ele teve contato agora estão em isolamento.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) qualifica o surto de “sem precedentes”, pois os casos se distribuem por áreas separadas por centenas de quilômetros na Guiné.
A ONG diz que a tarefa de acompanhar pessoas que tiveram contato com pacientes de ebola é uma “corrida contra o relógio”.

Quais são as precauções a ser tomadas?

Segundo a OMS, evitar o contato com pacientes de ebola e seus fluidos corpóreos. Não tocar nada em ambientes públicos que possa carregar o vírus – por exemplo, toalhas de mão.


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Quem estiver cuidando de pacientes de ebola precisa usar equipamento de proteção, como luvas e máscaras, e lavar bem as mãos regularmente.
Populações em áreas rurais estão sendo aconselhadas pela OMS a não consumir carnes cruas de animais selvagens e manter a distância de morcegos, macacos e primatas. Alguns tipos de morcegos são considerados iguarias na Guiné, onde o surto teve início.
Em março, o Ministério da Saúde da Libéria aconselhou as pessoas a evitar sexo; o vírus pode ser transmitido pelo sêmen, mesmo até sete semanas depois da eventual recuperação de um paciente, observa a OMS. As recomendações já eram de evitar apertos de mão e beijos.

O que fazer quando se contrai o vírus?

Manter-se em isolamento e procurar ajuda médica profissional. A chance de sobrevivência aumenta se o paciente começar a receber tratamento imediatamente.
Como os pacientes ficam desidratados rapidamente, a recomendação é beber líquidos que contenham eletrólitos ou receber fluídos por via intravenosa.
Segundo os Médicos Sem Fronteiras, o atual surto é causado pela variedade mais agressiva do ebola, matando entre 50% à 90% das pessoas que infecta.
Não se sabe que fatores determinam que alguns pacientes se recuperem e outros sucumbam.


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Taxa de sucesso de 100% no uso de vacina contra ebola é muito promissora, diz a Organização Mundial da Saúde.

Uma vacina contra o ebola desenvolvida em tempo recorde se mostrou 100% eficaz contra o vírus mortal em um grande estudo feito na Guiné e agora pode ser usada para ajudar a acabar com a epidemia no oeste africano, afirmaram pesquisadores internacionais independentes nesta sexta-feira (31/07/2015).

Os resultados do estudo, que testou a vacina desenvolvida por Merck e NewLink Genetics em mais de 4 mil pessoas que estiveram em contato próximo com um caso de ebola confirmado, mostrou que a vacina deu 100% de proteção depois de 10 dias da aplicação.O estudo foi publicado nesta sexta na revista britânica “The Lancet” e afirma que a vacina VSV-EBOV poderia ser “altamente eficaz em prevenir a doença do vírus ebola”.Especialistas em saúde descreveram os resultados como “notáveis” e “virada no jogo”.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o resultado como “extremamente promissor” e disse que “são necessárias mais evidência conclusivas para a capacidade de proteger as populações contra o que é chamado de ‘efeito rebanho'”. Para isso, a autoridade regulatória da Guinea aprovou a continuação dos estudos, diz a OMS em comunicado.
 

“O crédito vai para o governo da Guiné, as pessoas que vivem nas comunidades e nossos parceiros neste projeto. Uma vacina eficaz será mais um instrumento muito importante para os atuais e futuros surtos de ebola”, disse em comunicado a diretora-geral da OMS, Dr. Margaret Chan.


Depois, em coletiva de imprensa, afirmou: “Esta vai ser uma virada de jogo”, disse ela a jornalistas. “Vai mudar a gestão do atual surto de Ebola e de futuros surtos”.

“Acreditamos que o mundo está prestes a ter uma vacina eficaz contra o Ebola”, disse a especialista em vacinas Marie Paule Kieny, da OMS, em uma entrevista à imprensa em Genebra.          

        Problemas para o combate do ebola

Devido à inexistência de equipamento adequado e práticas de higiene, as epidemias em larga escala têm ocorrido principalmente em regiões isoladas e pobres, sem hospitais modernos ou equipes médicas com formação adequada.  A lavagem das mãos é igualmente importante, mas pode ser difícil em regiões onde a disponibilidade de água é escassa.

Muitas escolas nesses países, hoje, viraram hospitais e/ou necrotérios à céu aberto.


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By | 2017-11-10T12:03:50+00:00 novembro 11th, 2015|Categories: Sem categoria|0 Comentários

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