Raio-X do cabelo – Saiba tudo sobre as madeixas

Escolhe um tratamento capilar é como levar o seu carro para fazer uma manutenção: pode parecer que o serviço ficou bom, mas se você não entende nada de carros e não sabe avaliar direito, não dá pra ter certeza. Aí dá o maior medo de ter levado gato por lebre, e às vezes você só vai descobrir quando o sistema começar a dar pane no futuro.

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O seu cabelo pode cair por uma série de motivos diferentes, e se você não souber exatamente qual deles está te afetando, pode acabar perdendo muito tempo e dinheiro com produtos ou tratamentos que não tenham nada a ver com o seu problema específico. Ou que até pareçam funcionar no começo, mas que acabem não resolvendo ou até piorando a situação no longo prazo.
Antes de receitar a medicação nós precisamos primeiro conhecer o paciente, certo? Este é o primeiro de uma série de posts onde vamos analisar o cabelo de perto: do que ele é feito, como ele funciona e qual é o seu ciclo de vida. Depois vai ficar bem mais fácil entender como cada processo de queda de cabelo interfere nesse ciclo, e escolher o melhor plano de ataque pra sanar de vez o problema.
Vamos às apresentações, então: este aqui é o seu cabelo, muito prazer. :)



Camadas do cabelo

Todos os fios do nosso cabelo têm duas camadas principais: a cutícula (parte mais externa) e o córtex (parte intermediária). Alguns fios ainda têm uma terceira camada, a medula (parte interna). Se compararmos o fio de cabelo com um lápis, a cutícula seria a pintura externa, o córtex seria a madeira e a medula seria o grafite.
Diagrama comparando as camadas do cabelo (cuticula, cortex e medula) com as de um lapis (pintura, madeira e grafite)

As camadas do nosso cabelo – cutícula, córtex e medula – podem ser comparadas às de um lápis. (Foto original: Kain Kalju)

Primeira parte: a cutícula

A cutícula é composta por várias placas sobrepostas, como as telhas de um telhado ou as escamas de um peixe. A função delas é servir de “escudo” para a camada de baixo, o córtex do cabelo, protegendo-o de agressões externas e ajudando a “segurar” água e outras substâncias dentro do fio. A cutícula é composta basicamente por camadas de queratina (uma proteína), e as ceramidas (um tipo de lipídio) agem como a “cola” que mantém essas camadas no lugar.
Cutícula do fio de cabelo ampliado no microscópio

Cutícula do cabelo ampliada em um microscópio. Observe as placas sobrepostas, como as telhas em um telhado. (Foto original: CSIRO)
Você pode fazer uma experiência para “sentir” a cutícula do seu cabelo: com uma das mãos, segure um fio (não precisa arrancá-lo da cabeça!) pela ponta. Depois, segure com firmeza o meio do fio entre os dedos indicador e polegar da outra mão (como uma pinça) e deslize os dedos para baixo, em direção à ponta. Os dedos deslizam com facilidade porque o movimento está acompanhando a direção das placas da cutícula.
Agora tente deslizar os dedos novamente, só que de baixo pra cima (começando da ponta e indo em direção à raiz): você provavelmente vai sentir uma resistência, uma textura mais áspera, e o cabelo pode até fazer um barulho durante o movimento. Isso é porque os seus dedos estão indo na direção contrária à das placas, e “esbarrando” na beiradinha de todas elas!
Impressionante, né? Provavelmente o seu fio não gostou nada dessa experiência (o atrito agride a cutícula do cabelo!), então peça desculpas, diga que foi pelo bem da ciência e que você nunca mais vai fazer isso de novo. :)

Portões do cabelo

As placas da cutícula funcionam como pequenas “portas” de cada fio, e podem estar fechadas (bem unidas umas às outras, impedindo a entrada e saída de água e outras substâncias e bloqueando o acesso ao córtex) ou abertas (levantadas e afastadas, permitindo a entrada e saída de substâncias e deixando o córtex mais exposto e desprotegido).
Pinha aberta e fechada, demonstrando como a cuticula do cabelo fica aberta e fechada

É fácil imaginar como as cutículas do nosso cabelo se abrem e se fecham observando uma pinha, que reage ao meio ambiente de forma parecida. (Foto original: Saeru)
O mecanismo que controla a abertura ou o fechamento da cutícula reage principalmente a dois fatores: temperatura e pH (potencial de hidrogênio, que determina se uma substância é considerada ácida, neutra ou alcalina). Lembrando das aulas de química: a escala de pH vai de 1 a 14, onde o 7 é considerado neutro. Qualquer número menor que 7 indica pH ácido, e qualquer número maior que 7 indica pH alcalino.

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A temperatura e o pH interagem com a cutícula da seguinte forma:
– Temperaturas mais altas (quentes) e produtos com pH alcalino (elevado) fazem as placas da cutícula se abrirem, e costumam ser utilizados para limpeza profunda (anti resíduos) e como preparo para o cabelo receber os componentes de alguns produtos capilares (se a cutícula estiver fechada, eles podem ficar “presos” do lado de fora dos fios, sem conseguir entrar). Nesse estado o cabelo fica áspero e opaco (reflete mal a luz).
– Temperaturas mais baixas (frias) e produtos com pH ácido (baixo) fazem as placas da cutícula se fecharem, “trancando” a água e as demais substâncias dentro do fio e bloqueando o acesso ao córtex. Nesse estado os fios ficam sedosos e brilhantes (refletem bem a luz).
Escala localizando o pH do cabelo e dos produtos capilares como ácidos, neutros ou alcalinos

O pH normal do cabelo é levemente ácido, assim como a maioria dos shampoos e condicionadores (o que ajuda a manter as cutículas fechadas). Os shampoos anti-resíduo, tinturas, descolorantes e alisantes químicos são mais alcalinos e abrem a cutícula dos fios.
ATENÇÃO: Nada de sair correndo pra “cozinhar” o cabelo ou usar produtos muito ácidos ou alcalinos por conta própria, tá?! Quando o assunto é temperatura e pH, a diferença entre os níveis que controlam e os níveis que estragam os fios é MUITO pequena. Obedeça as instruções de uso de qualquer produto, e deixe os procedimentos que envolvem química mais pesada e níveis de pH muito extremos para os profissionais realizarem: só eles vão poder avaliar se o seu cabelo está saudável o suficiente para receber um produto muito forte, e deverão neutralizar corretamente toda a alteração de pH que for realizada durante o processo.
pH normal do cabelo é próximo de 5.5 (levemente ácido), e é perto dessa faixa que você quer ficar. A ideia é que o seu shampoo retire apenas a sujeira e o óleo que ficaram acumulados em cima do fio, e que o condicionador forme um filme protetor que ajuda a manter a cutícula fechadinha e brilhante. Então, a menos que você esteja descolorindo, pintando ou mudando a estrutura dos fios (com alisamento, relaxamento ou permanente), o ideal é manter o pH levemente ácido, para que os fios fiquem macios, sedosos, brilhantes – e com as cutículas devidamente trancadas! :)

Cabelo com buracos?

Todas as agressões que o cabelo sofre no dia-a-dia (raios solares, altas temperaturas, química, tensão aplicada ao desembaraçar ou prender os fios, etc) atacam diretamente a cutícula dos fios. É importante dizer que a haste do cabelo é formada por células mortas: diferentemente da nossa pele, que consegue se recuperar depois de um corte ou arranhão, por exemplo, o cabelo não é capaz de se regenerar sozinho. Isso significa que os danos que a cutícula sofre são permanentes.
Quando a cutícula apresenta muitas falhas e “buracos”, dizemos que o cabelo está poroso: nesse estágio ele não consegue reter bem a água (imagina tentar carregar água numa peneira!) e fica extremamente vulnerável, podendo se tornar quebradiço se o dano for muito grande. É possível que você perceba uma diminuição na quantidade de cabelo e ache que ele está caindo, quando na verdade os fios estão se partindo ao meio por causa da cutícula fragilizada.
Alguns produtos são capazes de “preencher” esses buracos e dar alguma proteção a mais ao cabelo, mas essa é uma solução paliativa: apenas previne temporariamente que o problema avance, mas não consegue reverter o dano que já aconteceu (não dá pra fazer placas novas crescerem na cutícula). O único jeito é cortar as partes danificadas.
Percebeu a gravidade da coisa? Então trate de cuidar bem da cutícula dos seus cabelos. Como você viu, ela é essencial para manter a força e a beleza dos fios. 

Segunda parte: o córtex

O córtex do cabelo é formado por uma série de fibras, que são formadas por várias fibras menores, que são formadas por outras, que por sua vez… bom, você entendeu a ideia. As menores unidades que formam essas fibras são cadeias de queratina (sim, aquela mesma proteína que compõe a maior parte da cutícula do cabelo).
Essas cadeias se ligam umas às outras e se enroscam em formato de espiral, como uma mola ou o fio de um telefone. Isso significa que, beeem lá no fundo, até o mais liso dos cabelos na verdade é todo cacheado por dentro 😉
Essa estrutura define algumas das características do nosso cabelo, como a elasticidade, por exemplo. As espirais de queratina do cabelo permitem que os fios sejam esticados e aumentem o seu comprimento em até 50% (!), e depois voltem para o tamanho normal. Isso é muito útil quando a gente vai pentear o cabelo, por exemplo: se os fios não tivessem elasticidade, toda vez que o pente prendesse em alguma parte embaraçada do cabelo a mínima tensão poderia fazer com que eles se quebrassem.
A conexão das cadeias de queratina é um ótimo exemplo daquela frase que diz que “a união faz a força”: uma fibra sozinha não aguenta muita coisa, mas todas juntas num fio de cabelo saudável podem sustentar até 100g de peso sem se romperem! Essa característica confere resistência ao cabelo (quebrar um galho sozinho é fácil, mas vê se você consegue juntar vários e quebrar todos de uma vez!).
Feixe de palitos de madeira

Muitas varetas finas, fáceis de partir no meio, formam um punhado quase impossível de quebrar! (Imagem original)
Outra característica que o córtex define para os fios é a cor que eles vão ter: dentro dele existem grânulos de vários tipos de melanina, e é a quantidade e a proporção entre cada tipo que determina a cor do seu cabelo.

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O formato do cabelo

Se você pensou que as espirais de queratina tinham alguma coisa a ver com o fato de o cabelo ser cacheado ou liso, você acertou! Na verdade não são as espirais em si, mas as ligações que elas estabelecem dentro do fio, que determinam se ele vai ficar reto ou enroladinho. Mas o formato dos fios também participa dessa história.
Imagine que o buraquinho por onde o fio nasce é como uma daquelas bisnagas de confeitaria, que cria coberturas de formatos diferentes dependendo do desenho do bico. Se a saída do folículo for redonda, o fio vai ter o formato de um cilindro, e se for oval, esse cilindro vai sair um pouco “achatado”. Quando maior for esse “achatamento”, mais cacheado o cabelo tende a ficar.
Comparação entre formato do folículo capilar e cabelos lisos, ondulados e cacheados

O cabelo liso (como o dos asiáticos) tem a forma de um círculo quando cortado ao meio, enquanto os fios caucasianos e africanos, mais ondulados, têm um formato ovalado.
Isso acontece porque o formato do fio interfere na quantidade e na posição que as ligações vão assumir lá dentro. No fio cilíndrico a quantidade de ligações é menor, e elas são estabelecidas “em linha reta”, o que faz com que os fios fiquem lisos. Já no fio “achatado”, a maior quantidade de ligações e a posição “inclinada” que elas assumem fazem o fio formar cachos.
Sempre que alisamos um fio cacheado, ou enrolamos um fio liso, estamos quebrando e refazendo essas ligações. Vamos entender como elas funcionam:

Quebrando pontes

As cadeias de queratina se organizam e se conectam dentro do córtex através de vários tipos de ligações. As mais importantes para a determinação da forma dos fios são as seguintes:
Pontes de hidrogênio – são as ligações que existem em maior quantidade no cabelo, mas também são as mais fracas: sempre que você molha o seu cabelo elas são desfeitas, e se reestabelecem quando o cabelo seca. É nelas que você interfere quando faz uma escova no cabelo, usa a chapinha ou o baby liss: ao posicionar o fio da forma que você deseja (liso ou enrolado) e retirar a água dele, as pontes de hidrogênio são refeitas na nova posição. A vantagem é que essas ligações são as mais fáceis de manipular; a desvantagem é que basta molhar de novo e as pontes de hidrogênio se desfazem outra vez, prontas para voltar à sua configuração original quando o cabelo secar.
Pontes salinas ou ligações iônicas – são um pouco mais fortes do que as pontes de hidrogênio, e se desfazem quando o pH do cabelo assume níveis mais ácidos ou alcalinos que o padrão dos fios, se reconstituindo assim que o pH volta ao normal.
Pontes dissulfeto ou ligações de enxofre – são as ligações mais fortes que o nosso cabelo tem. Quimicamente falando, elas são formadas por duas moléculas do aminoácido cisteína, o principal componente da queratina, que se ligam através de seus átomos de enxofre e formam uma molécula de cistina. As pontes dissulfeto só são quebradas com a ação de produtos químicos, e depois de refeitas elas não voltam mais à forma anterior, a menos que uma nova alteração química seja feita (é o caso das permanentes e dos relaxamentos e alisamentos definitivos).

Terceira parte: a medula capilar

Alguns fios (geralmente os mais grossos) apresentam, além da cutícula e do córtex, uma terceira parte: a medula, uma espécie de tubo denso formado por células ricas em queratina (em forma flexível e maleável, diferente das fibras mais resistentes do córtex e das placas endurecidas da cutícula), que atravessa o fio bem no meio. Em alguns casos essas células podem desidratar, e o espaço que elas ocupariam fica vazio.
Até hoje não se sabe exatamente qual seria a função da medula capilar, mas existem algumas suspeitas. Por exemplo: os pelos dos ursos polares têm um tubo vazio no centro, que serve como um isolante térmico nas temperaturas extremamente baixas de onde eles vivem, então alguns estudiosos acreditam que a medula dos nossos cabelos possa ser um vestígio evolutivo de uma estrutura parecida com essa.

A fantástica fábrica de cabelos

Ilustração da estrutura do folículo capilar

É daqui que surge cada precioso fio do seu cabelo! (Imagem original: BruceBlaus)
O lugar de onde cada fio de cabelo sai é chamado de folículo, e tem um formato parecido com um tubo, com o fundo mais largo e arredondado. A parte inferior é chamada de bulbo capilar, e é lá que o cabelo realmente nasce: vasos capilares trazem nutrientes para a papila, que fica no fundo do bulbo alimentando uma série de células que se multiplicam rapidamente. Esse grupo de células é chamado de matriz do cabelo.
À medida que as células vão surgindo, elas empurram as que vieram antes pra cima (o que faz o cabelo crescer), e começam a assumir papéis diferentes: as que estão mais perto das bordas do folículo formam uma espécie de revestimento interno, e as que estão mais no centro vão se diferenciando para formar a cutícula, o córtex e a medulado fio de cabelo (as camadas que já conhecemos no primeiro e no segundo posts desta série). Um grupo de células especiais, os melanócitos, carrega a melanina que vai dar cor ao cabelo. Essa diferenciação vai acontecendo à medida que as células vão percorrendo o folículo: quando o fio está completamente formado, essas células já estão mortas.
Um pouco mais acima, quando o fio já está quase saindo do folículo, entram os canais das glândulas sudorípara e sebácea. O suor e o sebo que elas produzem formam uma camada viscosa e oleosa que reveste o fio, protegendo a cutícula das agressões que ela vai receber quando surgir na superfície.
Além dessas glândulas existe um pequeno músculo aderido ao folículo, que é o responsável por levantar o fio em algumas situações (da mesma forma que acontece nos pelos do seu braço quando você se arrepia).

Fases da vida do cabelo

O ciclo de nascimento, crescimento e queda dos cabelos tem três fases distintas. A primeira delas, a fase anágena, é a etapa em que o bulbo capilar está em plena atividade: as células da matriz do fio crescem e se dividem continuamente, e o comprimento do cabelo vai aumentando. Essa etapa costuma durar de 2 a 7 anos, e os fios crescem em média 1 cm por mês.
A etapa seguinte é a fase catágena, na qual o folículo se prepara para entrar em descanso e o crescimento do cabelo é interrompido. O fio se desconecta da papila e a base do folículo começa a “subir” em direção à superfície da pele. Essa etapa normalmente dura de 2 a 4 semanas.
Na última fase, a telógena, o fio está pronto para cair. Normalmente ele se solta do folículo quando o cabelo é lavado ou escovado, ou quando um novo fio começa a ser produzido e a crescer no mesmo folículo, “empurrando” o antigo pra fora.
Ilustração indicando as fases anágena, catágena e telógena do ciclo de vida dos cabelos

Todos os folículos capilares do seu corpo estão em uma dessas três fases: anágena, catágena ou telógena.
Cada fio de cabelo segue o seu ciclo independentemente, ou seja, nem todos os fios estão passando pela mesma fase ao mesmo tempo (o que é ótimo, por sinal: já imaginou se todos os fios da cabeça entrassem na fase telógena e caíssem juntos? Todo mundo ficaria completamente careca de tempos em tempos!).
Normalmente uma pessoa tem cerca de 100 mil folículos no couro cabeludo, dos quais entre 3 e 5% estão na fase catágena, outros 10 a 15% estão na fase telógena, e o restante (ou seja, a maioria dos fios) se encontra na fase anágena. Estima-se que todo mundo perca em torno de 100 fios de cabelo por dia (o que não gera efeitos aparentes, pois para cada um que cai, outro novo já está em produção). É c laro que esses números variam bastante de acordo com a genética e as condições particulares de cada indivíduo.
Um fio que cai na fase telógena não causa dor ao se desprender do couro cabeludo, e tem um bulbo arredondado, duro e seco na parte da raiz. Já os fios na fase anágena causam dor quando são arrancados e têm o bulbo macio e flexível, às vezes com uma parte do revestimento interno do folículo acoplado à base (um material transparente e com aspecto gelatinoso).

Investigando a queda de cabelo

Conhecer a composição e as etapas do ciclo de vida dos cabelos é fundamental para conseguirmos entender por que o nosso cabelo está caindo mais que o normal, e buscar o tratamento mais adequado: não faz sentido tratar a raiz se o problema for de quebra na cutícula e no córtex do fio, nem investir em tratamentos superficiais se a causa da queda estiver dentro do folículo, por exemplo.
Nossos cabelos podem nos dar alguns sinais que ajudam a descobrir o que realmente está acontecendo. É importante observar, por exemplo:
  • área afetada (a queda atinge todo o couro cabeludo ou apenas uma ou mais regiões específicas?);
  • período em que o problema se desenvolveu (você observa uma queda progressiva ao longo de muitos anos ou o quadro começou repentinamente?);
  • aspecto dos fios (o cabelo tem crescido até o comprimento usual? Os fios estão mais finos ou mais claros do que o normal? Apresentam danos no comprimento? Como é o bulbo dos fios que caem?);
  • recorrência do quadro (você já teve isso antes? O quadro se reverteu sozinho?);
  • Mudanças no couro cabeludo (cor, textura, temperatura, coceira, ardência, dor, sensibilidade, descamação, etc).
Outras informações que podem contribuir para desvendar o caso:
  • Histórico familiar de queda de cabelo;
  • Histórico de doenças que podem estar relacionadas a episódios de queda de cabelo (anemiaproblemas de tireóidelúpusdiabetes, problemas hormonais, etc);
  • Doenças, infecções, episódios de febre ou qualquer outro distúrbio de saúde recente;
  • Medicamentos que você esteja tomando ou tenha tomado recentemente;
  • Qualidade da sua alimentação;
  • Níveis de stress no seu cotidiano e episódios traumáticos, depressivos ou desgastantes que tenham acontecido nos últimos tempos.
Em alguns casos é preciso investigar ainda mais a fundo. Se um dermatologista está avaliando um paciente com alopecia e encontra sinais de inflamação nos folículos capilares, a análise do tipo de leucócito (as células que o nosso sistema imunológico “recruta” para atacar invasores do corpo) presente na região pode ajudar a identificar se é um caso de alopecia areata ou alguma das várias possíveis doenças que causam alopecia cicatricial, por exemplo. O diagnóstico correto é extremamente importante numa situação como esta: a alopecia areata pode se reverter sozinha depois de um tempo, mas a alopecia cicatricial deve ser identificada e tratada o mais rápido possível, pois pode acabar danificando permanentemente os folículos capilares.
Além disso, mais do que apenas uma questão estética, a queda de cabelo pode ser sinal de algum outro problema de saúde, portanto deve ser sempre levada muito a sério.
Lutar contra esse problema muitas vezes pode parecer um combate às cegas, o que é extremamente frustrante. Mas compreendendo como o seu cabelo funciona e reunindo as pistas que ele oferece, fica mais fácil analisar as possíveis causas, comparar as características de cada um com a sua situação e chegar mais perto da verdadeira solução para o problema
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