Tripofobia.

 Tripofobia: o medo de
buracos trazido à tona pela internet e pela matemática
Uma
das incríveis possibilidades trazidas pela internet é o encontro de
todo tipo de gente de todas as partes do mundo para discutir
problemas em comum. Espontaneamente, pessoas compartilham sintomas e
experiências em fóruns de discussão, sem medo de se sentirem
expostas.
Estão
aí os ingredientes para descobrir condições médicas que ainda não
puderam ser observadas ou mesmo reconhecidas por pesquisadores. Um
desses casos é a neve visual.
Outro é a tripofobia.
Tripofobia
é o “medo de buracos”, condição que faz com que indivíduos
sintam desconforto como coceira e arrepios e até ataque de pânico
ao observar imagens com vários pequenos buracos, círculos,
rachaduras ou outras formas assimétricas. O problema foi descrito
pela primeira vez em um site em
2005, mas ainda não é reconhecido como um diagnóstico médico.
As
imagens que causam essa reação podem ser naturais como uma colmeia
de abelhas ou sementes de plantas, mas também objetos feitos pelo
homem, como chocolate aerado ou uma pilha de canos ou canudos vistos
de lado.
Propriedades
matemáticas
O
que diferencia a tripofobia de outras fobias é que as imagens que
causam as reações normalmente não oferecem nenhum risco à pessoa,
como o medo de aranhas ou de altura. As imagens com buracos também
não têm muito em comum, não seguem nenhum padrão além de sua
configuração.
A
matemática traz uma possível explicação para este desconforto. A
configuração dessas imagens tem propriedades matemáticas que são
compartilhadas pela maioria das imagens que causam desconforto
visual, tensão ocular ou dor de cabeça.
Imagens
com essas propriedades matemáticas não são processadas com
facilidade pelo cérebro e pedem mais oxigenação dos tecidos
cerebrais. Em um estudo de Paul Hibbard e Arnold Wilkins, da
Universidade de Essex (Inglaterra), os autores sugerem que esse
desconforto ao encarar as imagens vem da necessidade de maior
oxigenação do cérebro.
Porque só alguns
sentem desconforto ?
Imagens
de contaminantes como mofo ou doenças de pele costumam causar nojo
na maioria das pessoas, não só nas que têm tripofobia. Esse nojo é
provavelmente um mecanismo de defesa para que a pessoa se afaste do
que pode lhe causar problemas de saúde.
“As
propriedades matemáticas das imagens de mofo ou lesões de pele são
similares às tripofóbicas, e nosso estudo examina se elas também
induzem uma maior oxigenação do cérebro”, afirma Wilkins. Ele
acredita que o desconforto seja um mecanismo útil para não só
evitar oxigenação excessiva, como evitar objetos que ofereçam
riscos de contaminação. Aqueles que sofrem de tripofobia podem ter
esse mecanismo funcionando de forma exagerada.  ( IFLSCIENCE)

By | 2017-11-10T12:02:37+00:00 maio 8th, 2016|Categories: Sem categoria|0 Comentários

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